- cerca das 9 e 30, (primeira) esquina da P. P. C. - há décadas que a senhora ali vende, mas só este ano...; [no final, R. «arrependeu-se» de ter «puxado pela conversa», porque...];
- R. começou por lhe perguntar de onde eram os grandes, suculentos, figos que ontem lhe comprara...; «do Algarve», respondeu, mas, quanto à Variedade...; e «porque não os há nos «Super» [e Charcutarias ou Mercearias Finas, em Lx, são raras ou...; que saudades do «ardido» Martins & Costa... ou ...] disse que «não sabia, mas que, aí, a fruta era toda do Estrangeiro, sobretudo de Espanha»; agarrou num Melão e explicou por que é que «tinha de o vender mais caro...»; um «passante« intrometeu-se e a conversa derivou para o «elevado grau de açucar do Figo»; R. realçou «os figos com presunto», mas já não dava para mais...; [e «andor», que ainda há quem tenha que trabalhar....]
- Filipa Marins, Recorte de «Questionário pós-proustiano», P2 - Verão, de hoje


