- 1.o Dia da 3.ª estadia de 26, no Rugido - ligeira Pausa nas «Ondas de Calor», com o Largo muito tranquilo, pois até a Padaria ainda não (re)abriu...; [parece que a Casa da D. vai passar para a próxima Geração... entretanto, os vizinhos da frente aproveitam o Estendal montado pelo sr. F. G. de M....]
- RECORTE(s) do livro de Filipa Martins (uma das 3 aquis. da «passagem» pela feira, na manhã de no domingo, 14); [atingida a p. 113 de 230]:
[...] Eu tinha seis anos quando ajudei uma criança a nascer. Um rapaz, a mãe chamou-lhe Manuel. Era eu, a mãe e uma parteira cega, debruçadas sobre um alguidar [...]. A mãe estava de cócoras, a respirar com urros secos e a parteira puxava por uns pés pequeninos e arroxeados, dizendo: «Não virou, o malvado.» Fazia o gesto das lavadeiras a arrancarem da água os lençóis encharcados, os tendões dos braços e do pescoço aflorados como raízes velhas pelo esforço. A mim, cabia-me torcer um desperdício de flanela e limpar o rosto da mãe do suor, mas julgo que levei a maior parte do tempo paralisada pelo que via. [...] Afinal era assim que todos nasciam, nus e enfiados em sangue e esterco? [...]
Filipa Martins, No meu fim está o meu começo, p. 20




