domingo, 23 de outubro de 2016

«Nunca é tarde para amar. É sempre cedo para morrer.» (Bruno V. Amaral sobre Cohen)

[quebra-se a Regra do «Peri» ser TERR. só de Verão, para que «o Último Cohen» seja para Todo o 1617 que «prepara» o Verão - (só nessa perspetiva J. «mobiliza a sua Energia em DECRESC.»...]

Bruno V. Amaral Roteiriza de forma Humorada, aparentemente Leve - («A Missa Fúnebre do Irmão Cohen» = «Para os Funerais dos que...») o acima referido...
para «Ouver» num «Dossiê» do OBS: AQUI

- Artigo do Expresso, de 24 - 10 - AQUI

domingo, 11 de setembro de 2016

Fecho + Sinédoque


Helena Almeida - DAQUI



Tempo de fechar o «Peri» 
- no final da semana, J. estará no Quadrado, 
para mais um Ciclo 
- entre 60 e 61...
  - que não haja «tropeços»...

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Apresentação

Maratona de discursos [e J. «desprevenido», sem Livro de Recurso...]  em adequado ANF., desta vez.
O mais aplaudido foi o da Dona GTT (a senhora «GOV.»). Quanto ao porquê de tal facto, (...)
[as UVAS - tintas e brancas, desta vez - foram servidas à SobreMesa]

[«Peri» quase a ser fechado...]

terça-feira, 6 de setembro de 2016

o rapaz lacónico

[ainda não é hoje que a TEMP. se vai «humanizar»...]

9  e 15
J. ia atravessar a G. R., de regresso ao GALH., quando avistou P. [há que anos não o ...] que o esperava do outro lado...
- Então P., a deitar Fumo logo de manhã?
- [...]
- Então, de novo em casa da mãe?
- disse que era «por  falta de dinheiro»; quando ao que andara a fazer, referiu «empregos vários» (que não pormenorizou); quanto à calva e aos brancos (e aos 35 anos...), rosnou «Mulheres...»; acrescentou que «desistira de pintar e que agora se dedicava à escrita...»
- mal J. articulara «não desista» (certamente em negação com a expressão..., já lá ia, no seu típico andar «escadeirado» - esse, andar, claro, «está na mesma»
Well

domingo, 28 de agosto de 2016

«Perecível» (Meninas) - Maria Teresa Horta

[V. Lembra-se de ter lido, «dispersivamente», ao longo de muito tempo, por 2015, esta obra de M. T. H., de Nov. de 2014; agora relida no Rugido, em dois dias «contínuos»...]

Recorte de uma das Narrativas, designadas como «Contos»:
[...]
– Onde está a carta que a tua mãe te mandou?
E o seu rosto era de desvario absurdo, absoluto.
A sua voz de estilhaço feria, a sua voz de punhal cortava. Sangrei um pouco por dentro, mas continuei calada.
– Onde escondeste a carta da tua mãe?
Primeiro escondera-a no fundo de um buraco, por baixo de uma das faias, e pusera-lhe uma laje por cima como se se tratasse de uma campa rasa. Supersticiosa, tirei-a e fui dissimulá-la entre o enredo das hastes espinhosas de rosas púrpuras de almíscar, numa das áleas ao fundo do jardim. Mas com medo de que alguém mesmos aí a descobrisse, no seu fundo de húmus e farpas,
comera-a
Era como se não me lembrasse, mas soubesse que a tinha comido. Devagar, engolindo cada um dos pedaços, todas as letras que ela me escrevera. Fora a minha primeira carta de amor, e comi-a. Como se a incorporasse.
– Onde escondeste a carta que a tua mãe te mandou?
– Qual carta?
Sumida, uma voz sumida que soltei trémula fazendo frente à fúria enorme e descontrolada da mulher do meu avô, madrasta que nem era minha e sim da minha mãe, mas que transferira para mim o seu ódio resguardado.
– Estúpida rapariga! Ingrata! A defender uma maluca, uma leviana, que nem sequer lhe liga. Ela deixou-te, largou-te! Ela abandonou-te!

[...]   [transcrição que não respeita os «espaços gráficos»] 

Maria Teresa Horta, «Perecível», in Meninas, D. Quixote, 2014, p, 110

[ver  entrevista, de Dez. de 2014, no DN Magazine]

sábado, 27 de agosto de 2016

Zmab

É meio do dia e a Névoa não levanta... (Finalmente. Aleluia.)
É dia de passear os carros de bebés pela Larga Avenida...

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Rugido - Mapa dos Dias

[faltam 3 dias para o regresso ao Galhardo, melhor, à «Cave do Quinto» - Paraíso]


- ontem, 5 horas a fingir que ouvia o Primo da General - M. I. N. - um «Picareta Falante» que «só para si mesmo fala»...

- quanto à General, acedeu a todo o Noticiário Local, isto é, «Odem. e arredores..., 
Well.

domingo, 21 de agosto de 2016

Mapa dos Dias

- Final de tarde, ontem na Barragem de S. C. - Grande Paisagem em « Isoladas Amplitudes»...
- Mais uma vez, com o Clã G. da S. - entregues a mais uma Loucura (Esta, bem Grande...)
- Das três crianças da F. - M., J. e Z. - que não víamos desde DEZ, a General destacou sobretudo os dois mais novos - «que Diferentes»
Well

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Rugido, 19.º Dia

- 19.º Dia - por ora enevoado - a Zmab é cada vez mais uma «Placa Giratória»...

- com as Gerações Seguintes em Lagos, há que retomar  leituras, após 8 dias de «Adoração  da Menina»

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Rugido - Mapa dos Dias

Café do R., na manhã após mais um Corte de Água («estão todos podres os canos», dizia ontem o Técnico, ao Telefone) - enquanto Mat deixa os Prog. descansar...

Manhã enevoada, finalmente (após 8-10 dias de Brasa) - como V. Gosta...

Na Mesa do lado, «pronúncia do Norte» (fala-se muitas Línguas na Zmab, em AGO) - enquanto observa a ESP - para a COMP:

«Gostava de passar F. descontraído, como Aqueles...»

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

M. na Zmab

M. veio pela primeira vez à Zmab.
Chegou na quinta, 11. Está  nos 49 (dias) ,pois.
Logo se tornou o Centro de Tudo. D. comenta que não se lembrava de quão ABSORVENTE pode ser cuidar da «Raizinha» (palavra de A., «Pirralha»ou «Pipoca», para Jone...)
Casulo ainda, há que esperar pelas próximas vindas.
Pois é.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Trágico-Mar[itima - Ana Margarida de Carvalho

- saído em Abril, V. esperou que as INFO confirmassem...- num C. de T.,  J. J, (Chefe de Gráf.) referiu que o tinha recebido de oferta e que...

- leitura iniciada na sexta, 5 - atingida a página 171 - «deslumbrantes», as primeiras 46, de facto..., tal como acentua J. M. Silva.......................

Recorte>
[...] E ainda há a mãe dela, mulher adunca, sempre com a aflição nas saias e o credo nos lábios chupados de sofreguidão. Os passos que retorquem no sobrado, acelerados, a querer saber, a apelar ao capitão, solícita, requer, ordena, tem uma espécie de séquito que a escolta, de trás para diante, eles é que parecem as ondas ausentes. O capelão que lhe ampara os receios, vacilantes, e lhe aplaca a alma.
            ora pro nobis
e a ama negra que lhe amamenta e carrega o filho, criança adorada, loura e rosada, mimada em desvelos pela mãe desassossegada, que o atavia em atilhos e rendados, lhe enrola o dedo nos caracolinhos, que me reza a mim não sei quantas ave-marias, não vá o menino, que já gatinha, fugir-lhe da alcofa e cair-lhe do barco, não vá a criança tão esguia sumir-se entre as grades do porão e ser devorada viva pelas centenas de braços lá de baixo, que ondulam, sargaços sombrios, não vá o catraio engalfinhar as perninhas, tão tenras, roliças, nos cabos ensebados dos marinheiros e joguem borda fora o anjinho com os desperd[icios e ouras imundícies. Má raça do barco, vem cheio de moléstias. E saem-lhe da boca impropérios, alfinetadas, desabafos, que o capelão vem emoldurando de orações, temeroso de que eles me cheguem a mim, padroeira do navio, já que não sou salva-vidas, em caso de naufrágio, destinaram-me, porém, a poupar as almas. [...] E a mulher faz que sim, pede a benção, senhor padre, mas não, não aguenta tanta podridão, queixa-se, lamenta-se, volta a benzer-se, e o rumor dos de lá de baixo, e o cheiro, que não há vento que o desvie das nossas narinas, maldita travessia, aziaga calmaria, mar de belzebu, capitão alambazado, que só tem olhos para os cavalos, animais do demo, só puxam o demónio, perdão, senhor padre, a sua bençãoo três vezes e mais uma para o menino, [...]


Ana Margarida de Carvaho, Não se pode morar nos olhos de um gato. Teorema, 2016, pp. 18-

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Espelho (Reis ao)

(...(   Ricardo Reis baixa o jornal, olha-se no espelho, superfície duas vezes enganadora porque reproduz um espaço profundo e o nega mostrando-o como mera projeção, onde verdadeiramente nada acontece, só o fantasma exterior e mudo das pessoas e das coisas, árvore que para o lago se inclina, rosto que nele se procura, sem que as imagens de árvore e rosto o perturbem, o alterem, lhe toquem sequer. O espelho, este e todos, porque sempre devolve uma aparência, está protegido contra o homem, diante dele não somos mais que estarmos, ou termos estado, como alguém que antes de partir para a guerra de mil novecentos e catorze se admirou no uniforme que vestia, mais do que a si mesmo se olhou, sem saber que neste espelho não tornará a olhar-se, também é isto a vaidade, o que não tem duração. Assim é o espelho, suporta, mas, podendo ser, rejeita. Ricardo Reis desviou os olhos, muda de lugar, vai, rejeitador ele, ou rejeitado, virar-lhe as costas. Porventura rejeitador porque espelho também.

José Saramago, O ano da morte de Ricardo Reis, 21.a edição, Caminho, 2013, p. 67

[sublinhados acrescentados]

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Reis, rugido

- manhã enevoada no quinto dia no Rugido 2016, com «animação Holand.» no Bloco...

- releitura do Ano da Morte de R R., por causa do Prog. de 1718...
Well 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

«639» - «Era um Tédio»

- " Era um Tédio "
(palavras do sr. D. - sempre pronto para a Linguagem Figurativa - para V., de passagem, ontem, dia da 2.ª Fase do «639», «sintetiz.», hoje, no Público, como  «tendo um enredo servido pela passagem do Tempo» - e, para uma ASSOC., como sendo“muito actual e próximo da faixa etária dos alunos” (p. 9, parafraseado e, ou, citado)

- com a quase Totalidade dos Actores que «interessam» (os «não Impressionistas») remetidos ao «defensivo (ou Sensato?) Silêncio» - é excepção o artigo de ontem ("O que se escreve e como se escreve") de A. C. Cortez - tb. no Público

segunda-feira, 11 de julho de 2016

1.ª Pessoa do Plural + «Anunciações»

- tantas Bocas a usar a 1.ª Pessoa do Plural...

- [ao 14.º dia de M., J. ...]

- «contagiado» pelo  Dia de Festa, V. «concedeu-se» dois Luxos:

- A Trilogia da Mão, de Mário Cláudio (pq. faltava Rosa na Estante...)
- Anunciações, de Maria Teresa Horta (pq. adequado ao Dia, certamente...)
[leituras e entrevista de M. T. H. a Luís Caetano, a partir dos 13:20 do Programa «Todas as palavras», de 9 de julho, na RTP 3...] 

domingo, 3 de julho de 2016

Longo, longo é o Verão

- são 80 sugestões [sinteticamente «argumentadas»], apresentadas por 18 proponentes - «dá para todos os gostos» - [no OBS., AQUI]

- quanto a V., vai retomar  Leituras Interrompidas  quer em Verões anteriores, quer ao longo deste 1617... [e há uma ou outra AQUIS., à espera do REEMB. do...]
- nos últimos dias:
- M Train, Patti Smith
- Manual para mulheres de limpeza, Lucia Berlin
- Menina a caminho, Raduan Nassar (releitura)

sábado, 25 de junho de 2016

[«Brexit»] - «Os ingleses... (fumam cachimbo)» - almada

Recortes da parte inicial do poema de almada, de 1919: 


OS INGLESES FUMAM CACHIMBO
Ao doutor
António José d’Almeida
Allons enfants de la Patrie!
Seeing Paris,
Os ingleses fumam cachimbo!
― Fumam de dia,
Fumam de noite ―
L’homme à la pipe: englishman!

 [...]
 Os ingleses fumam cachimbo,
É natural!
As inglesas são de âmbar
E os ingleses fumam cachimbo!
[...]

As inglesas são de cautchouc,
São de Inglaterra!
O meu avô fumava cachimbo
E não era inglês!

Era uma vez
Um rei escocês
Que fumava cachimbo!
Era de outra vez
Um rei inglês
Que não fumava cachimbo!

Conheci uma preta
Meio preta
Que fumava cachimbo
Casada com um inglês
Que não fumava cachimbo!

Tinha três filhas,
Três maravilhas,
Eram cachimbos,
Eram três cachimbos,
Cada uma era um cachimbo!

[...]
Tanto a preta como o inglês
Tinham cara de cachimbos,
E as filhas eram cachimbos,
Ainda com o preço da loja!
Uma custava um tostão,
A outra [...]

Apesar de tudo,
Os ingleses fumam cachimbo
E bebem whisky,
E dizem All right,
E dizem good bye,
E dizem asneiras!
[...]
Escrito em Paris em 1919

Transcrito das pp. 100-103 do I vol. da Edição das «Obras Completas», da I. N. - C. da M., 1985



segunda-feira, 20 de junho de 2016

«O outro azul» - Rosa Maria Martelo

O outro azul

Dito de outro modo, sem justificação ou explicação alguma, há, eu sei, um avanço da imagem na linguagem. Entre uma e outra, nesse avanço, um salto, um vazio (mas não um salto no vazio). Há um pensar ao qual as palavras chegam com atraso, quase como se delas ficasse só a música lançada por diante. É ainda a linguagem, mas já não são palavras, são imagens, livres, que as palavras falham ao circundar. Há um azul que excede a palavra azul, há esse azul, e quando a sua mancha alastra, atrasa-se qualquer palavra acerca disso. Se A. L. diz «pára-me de repente o pensamento», posso imaginá-lo precisamente aí. O que então escreve e não escreve envolve uma pausa fulminante. Mas nunca poderei dizer isto: a ponte afunda-se no rio.

Rosa Maria Martelo, «Azuis», Relâmpago, n.º 31, 32; transcrito da p. 140, de  Resumo - a poesia em 2013, 2014, Fnac, Documenta

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Mapa do Dia - Última Sessão

8:30 às 10:00
- última Sessão (ao «sabor do Improviso») - [...]
- «Ai que prazer cumprir o dever... de ouvir os Outros M.»


- à tarde,  longe de Olhares Frescos e «argoladas»..., pôs-se a contar os Dias de Silêncio que aí vêm.

terça-feira, 7 de junho de 2016

O melro e o Palácio

[dia de 3 C.s de T., com o Melro a «ouvir o mesmo», na «E. do P.»]

- «AA - Álbum», de Eli - [pois, até o melro aproveita o «defeso»]:


sábado, 4 de junho de 2016

Clarice: “é mais fácil ser santa do que ser humana”

- [terminou muito bem o 1.º Dia da «L. P. ou T.» - na F. do L., com J. - que há vários anos lá não ia ...]

- «sendo recente, ainda não tem desconto especial?» - perguntou V. no Q. da R. d'A.[...] - como resposta, foi informado dos «20% da Ordem»
- não é cara, mas, para já, fica adiada a questão de a «acumular» com as edições «individuais» que estão na Estante do Ex-Quarto de J.

- ver «artigo-dossiê» do Observador, de  J. Emídio Marques sobre essa edição Completa dos Contos de Clarice e aspetos vários da «Vida-Obra»....